Marcelo Caldi é um dos músicos mais completos da atualidade. Reconhecido como um dos mais importantes sanfoneiros de sua geração, atua também como pianista, compositor, arranjador sinfônico, produtor musical, cantor, maestro e diretor musical.
Ao longo de sua carreira, apresentou-se como solista ao lado de importantes formações orquestrais brasileiras, entre elas a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica da Bahia, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio, a Orquestra Sinfônica Nacional, a Orquestra Sinfônica de Campinas e a Orquestra Sinfônica do Recife, criando também arranjos inéditos para essas formações.
Suas composições sinfônicas foram interpretadas por diversas orquestras do país, com destaque para Xote Antifa (Orquestra Sinfônica Brasileira, 2024), Alma Carioca (Orquestra Petrobras Sinfônica, 2015), criada em homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, e Homenagem a Sivuca (Orquestra Sinfônica Cesgranrio, 2017).
Em 2025, participou das comemorações dos 80 anos de Geraldo Azevedo ao lado da Orquestra Sinfônica da Bahia. No mesmo ano, apresentou-se com Mariana Aydar, interpretando arranjos de sua autoria junto à Orquestra Sinfônica de Campinas e à Orquestra Sinfônica do Recife. Ao lado do maestro Carlos Prazeres, realiza há quase uma década o tradicional projeto São João Sinfônico, com a Orquestra Sinfônica da Bahia.
É fundador, maestro e diretor musical da Orquestra Sanfônica do Rio de Janeiro, que celebrou dez anos de atividades em 2025. Considerada a mais expressiva orquestra de sanfonas do Brasil, a formação já dividiu o palco com artistas como Lucy Alves, Juliana Linhares, Hamilton de Holanda e Marcelo Mimoso.
Como autor, lançou diversos livros voltados à música e à sanfona. Entre eles destaca-se Vem Tocar Sanfona, obra contemplada pela Lei Aldir Blanc em 2022, reunindo vinte partituras inéditas de sua autoria escritas especialmente para o instrumento. Publicou também Onde os Ventos se Encontram, com composições realizadas em parceria com Silvério Pontes (Numa Editora, 2023).
Vencedor do Prêmio Funarte Centenário de Luiz Gonzaga, teve como resultado o lançamento do livro e do álbum Tem Sanfona no Choro, reafirmando sua contribuição para a valorização e renovação da música brasileira.