42o Festival Internacional de Música de Londrina
6o Encontro de Composição Musical – EnCOM
16 a 18 de julho de 2022
Londrina – PR
Composição musical: corroendo as fronteiras estéticas
Este ano o curso de Música da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em conjunto com o Festival Internacional de Música de Londrina, vem propor o 6o Encontro Nacional de Composição Musical (ENCOM), convidando pesquisadores, estudantes, profissionais e interessados na área de Composição Musical para refletirem a respeito das diversas faces da composição presentes no cenário brasileiro, sobre os trânsitos entre as diferentes fronteiras estéticas e as possibilidades de corroermos estas fronteiras. Nesse sentido, ressaltamos ainda a importância da composição, improvisação e performance para a valorização da música brasileira em todos as esferas culturais. Dessa forma, pretendemos constituir um espaço de trocas, diálogos e provocações de novas ideias, experiências e conhecimentos, que possam contribuir para a pesquisa e a prática da composição musical de maneira significativa, para profissionais, estudantes e demais interessados na área.
Embora a ideia de fronteira esteja ligada à delimitação e definição, também está intimamente ligada à exclusão e seleção. Mas o que seria esta coisa que impede o fluxo e o trânsito? Pensando a composição como um ato criador intencional e determinado por um ser/estar no mundo, e por um chão social, quais seriam os modos possíveis para nos lançarmos contra (em direção à) estas fronteiras e, a partir de um atrito, de um ato de determinação, corroermos estes impedimentos que circunscrevem o processo criativo em diferentes nichos, “escolas” e amarras? Dentro desta perspectiva propomos discussões envolvendo músicos compositores de diferentes origens e trajetórias, alguns oriundos do ensino formal de composição, e outros detentores de uma cultura transmitida pela oralidade e baseada em outros saberes, na ancestralidade e em diferentes valores daqueles próprios à academia. Propomos ainda, discussões acerca do ensino da composição e como agregar estes diferentes modos de atuação (oralidade, formalidade, improvisação, performance), assim como discussões sobre a questão do “escoamento” desta música autoral, a partir de reflexões sobre os aspectos envolvidos na produção musical.
Teremos como compositores convidados a Prof. Dra. Denise Garcia (UNICAMP) Pereira da Viola (Belo Horizonte), Prof. Dr. Tabajara Belo (UFOP), Me. Rodrigo Lima (EMESP), Edson Natale (Instituto Itaú Cultural) e a cantautora Estela Ceregatti.
Objetivos
• Congregar compositores, músicos improvisadores, professores e estudantes de música, provenientes de diversas áreas de atuação, em torno da discussão sobre concepções e práticas de composição musical e improvisação musical.
• Promover aprofundamento da reflexão e subsídio de práticas por meio da participação em mesas-redondas, grupos de trabalho, relatos e comunicações de pesquisas e experiências acerca da criação musical.
• Debater e refletir sobre tópicos específicos da composição e improvisação musical, a fim de apresentar diversas perspectivas para a área, especialmente no que diz respeito às possibilidades e vertentes da musica na atualidade.
• Divulgar e fortalecer relações entre diversas concepções e práticas musicais existentes na realidade brasileira.
Público-alvo
• Compositores, músicos, pesquisadores, estudantes e demais interessados na área de composição musical.
• Estudantes e docentes de cursos de graduação em música.
• Profissionais que atuam com composição e improvisação musical relacionada à educação musical em diversos espaços educacionais.
Programação
16 de Julho
Local: Cultural Hall
17 de Julho
Local: Colégio Hugo Simas
18 de Julho
Local: Cultural Hall
Inscrições encerradas
Violonista, guitarrista e compositor de destaque na cena musical de Minas e do Brasil. Dono de um estilo que abriga sólida formação erudita e grande fluência na música popular, vem trabalhando, em shows e gravações, com nomes como Trio Amaranto, Marina Machado, Paula Santoro, Déa Trancoso, Marcus Viana, Vander Lee, Paulo Bellinati, Claudio Nucci e Wagner Tiso. Bacharel em violão pela UFMG, Master of Guitar pela University of Arizona e PhD em Composição pela University of Florida, é professor efetivo de violão da Universidade Federal de Ouro Preto. Tabajara Belo tem se apresentado em importantes festivais e projetos de música instrumental no Brasil e no exterior. Já atuou como solista junto à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra SESI Minas e University of Florida Symphony Orchestra. Conquistou o prêmio de Melhor Instrumentista do BDMG Instrumental 2008. Fez turnês na Europa e EUA, realizando concertos e workshops. Aclamado pela imprensa especializada(Revista Violão Pro, Revista Guitar Player), seu CD de estréia recria, em arranjos vigorosos, pérolas da canção brasileira de ontem e de hoje. Lançou, em 2009, seu segundo disco – “Suíte Brasil”, em parceria com o flautista Bruno Pimenta. Em 2011, recebeu, ao lado do violonista Guilherme Vincens, o prêmio de violonista-destaque pela revista Guitar International Magazine. Também conquistou, em 2016, o segundo lugar nacional no concurso NOVAS 3, voltado para a composição de peças para o repertório violonístico. Trabalha atualmente na produção de seu terceiro disco e do documentário “Texturas do Pinho”, sobre sua obra Estudos para Improvisação Multi-textural no Violão Solo.
Músico, escritor, produtor cultural e jornalista. Foi gerente de música do Itaú Cultural por mais de duas décadas e durante nove anos, gerente-coordenador do Auditório Ibirapuera e de sua Escola de Música. Gravou 11 discos: Dharana (1988) e Guerreiros do Arco-íris (1989) com o grupo Dharana e Nina Maika (1990), Sol de inverno (1992), Aboio (1993), Quando eu soube que você viria (1995), Lavoro (coletânea, 1999), Calvo, com sobrepeso (2007), Hagat (coletânea, 2020), Âmbar, os afluentes da música (2020) e A egípcia e o mecânico (2022). É autor dos livros A história do incrível Peixe Orelha (2003), O pequeno calendário para os que sabem ler o tempo (2009), ambos com ilustrações de Carlos Barmak e Balila, a minhoca
João Victor Bota é compositor, nascido em 1981. De 2009 a 2013, atuou como professor de Orquestração e Análise Musical na Escola de Música do Estado de São Paulo, a EMESP Tom Jobim. Em 2014, Bota foi contemplado com uma bolsa que possibilitou a ele estudar durante o período de um ano na Academia de Música em Cracóvia, sob orientação do renomado compositor Krzysztof Penderecki. Obteve, em 2017, o título de doutor em música pela UNICAMP. Atualmente leciona no Departamento de Música e Teatro da UEL e atua no Projeto Nacional de Orquestras Sociais promovido pela FUNARTE e UFRJ.
Compositora paulista, professora de composição no Departamento de Música da Universidade Estadual de Campinas. Formou-se bacharel em composição pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. De 1979 a 1984 prosseguiu seus estudos na Alemanha na “Nordwestdeutsche Musikakademie Detmold” e na “Hochschule für Musik” em Munique. Mestre em Artes pela Universidade Estadual de Campinas e Doutora em Comunicação e Semiótica pelo Programa de Comunicação e Semiótica da PUC de São Paulo.
Rodrigo Lima é compositor diplomado pelo Departamento de Música da Universidade de Brasília (UNB) e Mestre em Processos Criativos pelo Instituto de Artes da UNICAMP. Um dos mais atuantes compositores de sua geração, sua música tem sido apresentada em festivais e salas de concerto no Brasil, América Latina, Europa e EUA. Em 2008, foi compositor residente do 5th International Forum for Young Composers, em Paris, com o Ensemble Aleph. Em 2016, recebe a encomenda do Festival International des Arts de Bordeaux (França) para compor a obra Txury-ò: ‘Caminho por onde vai o sol’ inspirada na cosmologia dos índios Karajá para grupo de câmara. Em 2019, compõe a obra “Sol a Pino” para grande orquestra em comemoração dos 40 anos da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo.
Compositor, arranjador e multi-instrumentista, é doutor em Ciências Sociais pela UNESP e Mestre em música pela UFMG. Graduado em música pela UEL – PR, da qual é docente desde 2008, atuando na área de linguagem e estruturação musical (percepção, harmonia, arranjo e música e tecnologia) e violão. É autor do livro “Giacinto Scelsi: improvisação, orientalismo e escritura”. É coordenador do projeto de extensão “Cordas brasileiras: violão e outras cordas dedilhadas”, desde 2018.
Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC/SP); Bacharel em Música – Composição e Regência (FAAM). Entre as décadas de 1970 e 1990, dedicou-se à direção musical e composição de trilhas sonoras para espetáculos teatrais em Londrina e São Paulo. É professor do Departamento de Música e Teatro da Universidade Estadual de Londrina desde 1997, atuando na área de Linguagem e Estruturação Musical, tanto na graduação quanto na pós-graduação em Música, bem como em cursos de pós-graduação de outras instituições. Atuou como professor convidado em diversos festivais de música, nos estados do Paraná e São Paulo entre 1991 e 2010, tendo sido membro da Comissão Diretiva do XXIV Festival de Música de Londrina (2004). Participou como compositor convidado e conferencista na primeira edição do Encontro Nacional de Composição Musical e foi compositor homenageado na quinta edição do evento. Participa como professor colaborador do projeto Música Criança – inclusão, cultura, produção e educação musical (Departamento de Música/ UEL), pelo qual realizou a direção musical dos espetáculos Bichos, Cores e Outros Amores (autoral) e Um Circo Diferente. Dedica-se à composição e apresentação de suas peças para conjuntos instrumentais e vocais, tendo produzido recentemente o álbum Multifacetado.
Helena Loureiro é graduada em Música e Educação Artística pela Faculdade Santa Marcelina, especialista em Metodologia da Ação Docente, mestre em Educação e doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Iniciou sua carreira acadêmica como professora da UEL em 1992 e até hoje integra o corpo docente do Departamento de Música e Teatro, na área de Educação Musical. Desde o início comprometida com a formação de professores na licenciatura, coordenou o estágio e o colegiado do curso de Música por diversos períodos e presidiu o Fórum Permanente das Licenciaturas da UEL entre 2016 e 2019. No ensino superior, desenvolve e orienta projetos relacionados à educação musical na educação básica – incluindo o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e o Programa de Residência Pedagógica – bem como à formação musical, inicial e continuada, de professores unidocentes. Idealizadora e coordenadora do Projeto Música Criança, que abrange educação musical e inclusão cultural, desde 2007 tem se dedicado à produção artística, especialmente de espetáculos e repertório musical para crianças, tendo em seu portfólio os musicais Bichos, Cores e Outros Amores (2013), Um Circo Diferente (2015) e respectivos álbuns.