A diretora geral do Festival Internacional de Música de Londrina, Magali Kleber, participou do Mapeamento Nacional de Projetos Sociomusicais e Orquestras Juvenis, um evento realizado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), e apoio da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB).

O evento foi realizado entre os dias 23 e 25 de setembro no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro (RJ), e reuniu especialistas do Brasil, Cuba, Equador, México e Portugal.

A reunião foi proposta pelo Brasil no âmbito do Iberorquestras Juvenis, programa criado em 2008 que agrega países da região ibero-americana em torno de uma agenda comum de cooperação técnica e financeira em prol da formação musical, inclusão social e integração cultural internacional. Representado pela Funarte, o Brasil integra o programa desde 2023.

A abertura do evento contou com a participação do presidente da Funarte, Leonardo Lessa, junto com a equipe do Centro de Música e da Coordenação de Relações Internacionais da Fundação, além de representantes da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Cultura.

O evento trouxe apresentações feitas pelos especialistas convidados com ampla experiência em sistemas de orquestras juvenis, produção de dados e gestão de projetos sociomusicais.

A diretora do festival apresentou o tema “Orquestras jovens e programas sociomusicais no Brasil: redes, conexões e perspectivas de colaboração”. Além dela, também foram apresentados: “Desafios e perspectivas para a gestão da informação sobre orquestras juvenis em Cuba”, por Yanara Basallo Lozano (Cuba); “Sistemas nacionais de orquestras juvenis: dados, articulação em rede e desenvolvimento territorial”, por Olga Mendoza Díaz (México); “Mapeamento e inteligência de dados para o fortalecimento das orquestras juvenis: a experiência do Equador”, por Jonathan Cárdenas (Equador); “Projetos sociomusicais como territórios de educação, pertencimento e cultura de paz”, por Djalma Claudino (Brasil); “A construção de redes de orquestras juvenis no Brasil: motivações, desafios e perspectivas a partir da experiência do Sesc Nacional”, por Renata Pimenta Tinoco Monnerat (Brasil); e “Mapeamento, inclusão e produção de conhecimento: contribuições da experiência portuguesa para o fortalecimento do setor musical”, por Sofia Vieira Lopes (Portugal).

Também houve espaço para o trabalho colaborativo de construção de uma matriz de análise para identificar informações prioritárias para o setor e definir os parâmetros metodológicos que orientarão o levantamento nacional previsto para ser realizado até 2027.

Visitas a instituições culturais da cidade de Niterói: o Programa Aprendiz e o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) também estavam no programa.

Histórico e intenções – A proposta surgiu a partir das discussões realizadas durante o encontro “Orquestras Juvenis em Rede”, promovido pela Funarte em Salvador (BA), em 2025, quando foi identificada a necessidade de conhecer de forma mais aprofundada a realidade dos projetos sociomusicais e das orquestras juvenis brasileiras. O projeto busca identificar, sistematizar e analisar informações sobre iniciativas que utilizam a música como ferramenta de formação artística e desenvolvimento humano em todo o território nacional.

Entre os principais objetivos, estão o mapeamento dos modelos de atuação existentes, das práticas pedagógicas adotadas, das formas de financiamento e dos impactos sociais gerados junto a crianças e jovens. Os resultados servirão de subsídio para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao setor. A base nacional de dados ficará acessível a gestores públicos, pesquisadores, educadores, músicos e instituições culturais, contemplando a elaboração de publicações técnicas e recomendações estratégicas que contribuam para o fortalecimento da formação musical e da inclusão social por meio da música no Brasil.